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	<title>Unplanned &#187; Fernando Ribeiro</title>
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		<title>Projetar navegações.</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Sep 2012 00:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse cara existe no meu inventário de pessoas. Não só. Ele é o meu ídolo. Ele é alguém que eu queria ser, mas não sou. OK, ele nunca fez nada demais num sentido megalomaníaco. Não é o criativo mais premiado, nem nunca ganhou um Effie. Não tem funpage no Facebook, aliás, poucos amigos. Ele nem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse cara existe no meu inventário de pessoas. Não só. Ele é o meu ídolo. Ele é alguém que eu queria ser, mas não sou. OK, ele nunca fez nada demais num sentido megalomaníaco. Não é o criativo mais premiado, nem nunca ganhou um Effie. Não tem funpage no Facebook, aliás, poucos amigos. Ele nem Twitter tem, nem Instagram, nem nunca deu um único check-in… Acho que você não vai encontrar glória alguma na história de vida dele. Ele é apenas um cara. Apenas um ídolo. Está por aí, ralando.</p>
<p>Chegou uma época em que ele vendia milhares de discos de jazz. Discos repletos de canções de amor. Se alguém pensasse em canções de amor, pensava nele. Mas justamente no auge, ele parou de compor canções de amor. Perguntavam “Porque você parou?”. E ele respondia: “Porque eu amo compor canções de amor”. “Mas então, porque parar?”. “Porque se eu não parar agora, nunca vou deixar de compor as mesmas canções de amor”. Ele mudou. Aos poucos, a música foi sendo deixada de lado enquanto profissão – jamais enquanto hábito. Decidiu começar a pintar quadros. Começou do zero. Não sabia de técnica alguma. Via uma tela em branco e tremia em medo. Ele estudou muito. Produzia por madrugadas. Pintava três, quatro, cinco telas ao mesmo tempo. Tornou-se um retratista impecável. Suas pinturas pareciam fotografias. Não tomou muito tempo para ele ter seu reconhecimento em uma nova área. Porém, quando ele já vendia suas obras por altos preços em leilões, decidiu mudar de novo. Perguntavam “Você vai parar de pintar?”. E ele: “Não, mas preciso fazer outra coisa”. Nunca deixou de pintar. Mas agora estava interessado em navegação. Começou projetando um pequeno barco à vela. Já tinha contatos de marceneiros e um engenheiro. Em dois anos o primeiro barco saiu do papel para o mar. Tinha dias em que ele passava tocando trompete em alto mar, noutros desenhava dezenas de barcos em Molesquines A5. Foi se especializando em projetar navegações. Começou a receber suas primeiras encomendas. Assinava seu nome no barco dos clientes. Eles pediam. Tornou-se uma <em>label </em>da navegação. </p>
<p>Foi quando eu soube dele pela última vez. Até voltarmos a conversar, recentemente. Foi esses dias, acho que por Skype. Ele me contou que tem escrito muito. Aliás, que é o que mais tem feito – está para publicar seu quinto romance. Eu perguntei “Você não projeta mais barcos?”. E ele: “Não. Desenho alguns, eventualmente, mas para mim mesmo”. Sei que vou falar com ele de novo daqui a um tempo. Tendo a consultá-lo periodicamente. Às vezes acho que ele desapareceu. Então eu procuro, procuro, e acabo arrumando um contato.  </p>
<p><em>*Esse foi o último post da minha coluna quinzenal. É um post sem links nem referências. Tem muito pouco de planejamento, muito pouco de mercado, muito pouco da nossa profissão. Traz uma espécie de argumento com teor de ficção e tom de despedida. Ou é apenas um texto que maquia a descrição de um alter ego.</em></p>
<p><em>Aos estudos.</em><br />
<em>fffernandoribeiro@gmail.com</em></p>
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		<title>Menos significados, mais sensações.</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2012 13:33:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rio Now]]></category>

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		<description><![CDATA[Ouço Stealers Wheel, “Stuck in The Middle Of You”, enquanto escrevo esse texto. Gostaria que você fizesse o mesmo enquanto lesse. Clica aí, eu espero. (…). Isso é pra que você tenha aquele feeling (um amigo meu chama esse feeling de “sentimento de feeling”, que até pode soar redundante, mas, cara, não é). Diz a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ouço Stealers Wheel, <strong>“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=DohRa9lsx0Q" target="_blank">Stuck in The Middle Of You</a>”</strong>, enquanto escrevo esse texto. Gostaria que você fizesse o mesmo enquanto lesse. Clica aí, eu espero. </p>
<p>(…).</p>
<p>Isso é pra que você tenha aquele feeling (um amigo meu chama esse feeling de “sentimento de feeling”, que até pode soar redundante, mas, cara, não é). Diz a música: “Palhaços a minha esquerda, brincalhões a minha direita, aqui estou eu, preso no meio com você”. E sua levada é libertadora. Você quer pegar a estrada, encontrar a garota em alguma circunstância louca e viver uma comédia romântica tão clichê quanto essa frase. Mas você está de fones em frente ao laptop, a agência gira ao seu redor. Ou você está em casa dormindo, você ouve o despertador tocar 1 hora antes do horário em que ele normalmente toca. Sua intenção é de acordar mais cedo hoje. Pra correr no calçadão, ou no Ibirapuera, ou entre os carros, bicicletas, motocicletas. Está sentindo isso? </p>
<p>Tem uma frase que eu tento fazer com que guie meu dia-a-dia de planner, mas as vezes eu me esqueço dela, então ela não me guia sempre. Ela me traz o mesmo “sentimento de feeling” dessa música.</p>
<p><em>“Eu não penso sobre a construção de significado. Eu penso sobre a criação de uma situação para que as pessoas pensem. Significado é algo muito concreto. Eu quero que o espectador pense de diferentes formas. Eu quero propor a ele um processo sem fim de investigação. Meu trabalho não tem significado, tem sensações”.</em></p>
<p>Essa frase eu li há dois anos, em uma exposição do <strong><a href="http://www.magasin3.com/en/blog/exhibitions/tom-friedman/" target="_blank">Tom Friedman na Magasin 3</a></strong> (não o escritor Friedman, o artista plástico Friedman). A frase é dele, sobre o próprio trabalho. </p>
<p>Eu lembro que na época (início de 2010), eu recém tinha usado o filme <strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TnzFRV1LwIo" target="_blank">“Gorilla”, da Cadbury</a></strong>, em uma apresentação. Quando li a frase, o filme voltou a minha cabeça. A ausência de significado contraposta a imensa energia que a peça transmite torna-a uma transposição para a Comunicação do conceito levantado pelo artista plástico Friedman. E assim eu passei a notar inúmeras campanhas e peças que seguiam esse modelo ou característica ou… Estratégia. Menos significados, mais sensações. Como se além de definirmos uma posição estratégica definíssemos que sensação ou que sensações queremos que as pessoas sintam com a nossa comunicação. Penso no já velhinho <strong><a href="http://www.amazon.com/BRAND-sense-Martin-Lindstrom/dp/0743267842" target="_blank">“Brand Sense”, do Lindstrom</a></strong>, mas não é bem isso. Não são apenas sensações literais (que cheiro, que som, que tato a marca tem). O que tento desenvolver aqui com você está ainda no plano conceitual: qual é a sensação da marca? E partir daí, sim, sair do conceitual e promover na prática tal sensação.</p>
<p>Diretores de cinema em geral sabem muito bem fazer isso. Sophia Coppola, na <strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GMQ7uz8qStk&#038;feature=related" target="_blank">primeira cena de “Somewhere”</a></strong> <em>(Um Lugar Qualquer, 2010)</em>, mostra o protagonista – uma celebridade hollywoodiana – dando voltas na quadra em sua Ferrari preta, em tempo real, sem cortes. São uns 2 minutos e meio de um plano estático, com uma Ferrari preta passando 1, 2, 3 vezes na frente da câmera para então parar. O protagonista sai do carro, olha para os lados. O lugar é um deserto, não tem nada além de areia no entorno. Corta. A sensação é de um vazio imenso. Melancolia. Como se o indivíduo não tivesse nada em si além da desertidão. Algo que o desenrolar do filme comprova.</p>
<p>Desse filme eu pulo para um dos comerciais mais fortes que vi esse ano, da Nike, para as Olimpíadas de Londres. Ainda toca Stealers Wheel? Dá um pause e assiste esse comercial poderoso <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=LsXRj89cWa0&#038;feature=player_embedded" target="_blank">aqui</a></strong>. Entendo que “Find your greatness” evidencia claramente a posição da Nike enquanto não patrocinadora. É extremamente inteligente, mas o que torna a campanha genial é a tradução do conceito nas peças. Como John Drake defende nesse post <strong><a href="http://johndrake.typepad.com/advertising/2012/08/olympic-advertising-was-good.html" target="_blank">aqui</a></strong>, a Nike tomou conta das Olimpíadas, mesmo não tendo um vínculo oficial com o evento. Em Londres, painéis gigantescos com frases que exploravam o conceito ambientavam a cidade. E, muito mais do que muitas campanhas “Nós somos patrocinadores oficiais blá, blá, blá…”, disseminavam o espírito olímpico e o eterno “Just Do It”, em última instância. </p>
<p>Como eu disse, é fácil saber o que a Nike quer com “Find your greatness”, mas essa campanha, mais do que posicionar a marca e criar uma expécie de cumplicidade com todas as pessoas que não são Bolt, implanta em nós uma sensação de coragem. E se uma marca quer que pessoas sejam corajosas, ela não precisa dizer “Seja corajoso”. Assim como se ela quer que as pessoas comprem Baton, ela não precisa necessariamente dizer “Compre Baton”. O menino acima do peso corre na sua direção, na velocidade da determinação, e ele pode ser o estereótipo do sedentarismo. Ele é. Mas o que um indivíduo supostamente sedentário faz é muito mais do que dizer quem a Nike é, o que faz nas Olimpíadas, no que acredita, o que vende, etc. O menino é como a música e a frase. Agora você quer acordar uma hora mais cedo amanhã pra dar uma de Forrest Gump. </p>
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		<title>Chatos</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jul 2012 18:07:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sempre procuro trazer temas de fora do Planejamento, visto que o nome dessa plataforma é “Unplanned”. Mas hoje eu falarei de um tema natural do nosso mundo, um tema demasiadamente “planned”. O tema é chatice. Se você é chato, não vai gostar. Eu, quando reli, não gostei. Somos, desde a origem, desde quando nos reconhecemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre procuro trazer temas de fora do Planejamento, visto que o nome dessa plataforma é “Unplanned”. Mas hoje eu falarei de um tema natural do nosso mundo, um tema demasiadamente “planned”. </p>
<p>O tema é chatice. Se você é chato, não vai gostar. Eu, quando reli, não gostei.</p>
<p>Somos, desde a origem, desde quando nos reconhecemos ratos fuçadores, chatos a beça. No lidar com a Criação, buscamos ser inspiradores, sensatos, criativos e objetivos, mas quem tenta ser tudo isso é chato a dar com um pau na cabeça. Com o atendimento, somos resolutivos e profundos, mas pseudogeniozinho é chato, é chato que dói. Com a mídia, o que mais queremos é ser especialistas em comportamento, inovadores, pensar fora da caixa e, a seguir, planificar, cronogramar… Mas quem fica tentando dar sentido a tudo é simplesmente chato. E com o cliente? Somos coesos, coerentes e consistentes. Três Cs que cliente bom pede – literalmente ou em pensamento – para enfiarmos em um quarto C. Os fornecedores até tem gostado das nossas ideias, mas o problema é que somos interruptores demais. Sabe o que acho? </p>
<p>Acho que somos inteligentes demais. É isso. </p>
<p><strong>Chatice 1: </strong>o ápice da chatice, aquilo que faz o público urrar (ou dormir) são as nossas explanações sobre os usuários, os consumidores, o target, aqueles seres mais popularmente conhecidos como pessoas. Lá estamos nós dirigindo slides sóbrios, repletos de frases espertas e imagens nunca vistas antes. A defender que os populares gostam de música religiosa e autoajuda, e que os mais abastados vivem a Era do <em>premiumization </em>(essa Era ainda não passou, hein?). Eu acho, de verdade, que os indivíduos são bem mais tristes do que pensamos. Essa ideia é super bem abordada no livro “A felicidade, desesperadamente”, de André Comte-Sponville. Por outro lado, as pessoas são mais divertidas do que as nossas descrições. Essa dicotomia me leva a crer que elas estão mais abertas, mais frágeis e, portanto, mais suscetíveis a envolver-se. Mas nós brifamos como se elas fossem estátuas de mármore, de argila ou de merda.   </p>
<p>Por favor, leia esse texto e tenha vontade de ir pra casa refletir: <strong><a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/de-repente-classe-c-por-leandro-machado/" target="_blank">“De repente, classe C”</a></strong>. É uma pílula de bom senso.</p>
<p><strong>Chatice 2:</strong> o <strong><a href="http://unplanned.com.br/destaque/estrategistas-vs-palpiteiros/" target="_blank">texto do Trott que o Unplanned publicou</a></strong> é um tapinha de leve na nossa testa. Pode haver pensamento estratégico por trás de um comentário como “Eu prefiro a marca assinada no alto, à direita”. Você pode aparecer com o MIV, com o histórico da comunicação ou com alguma análise semiótica para defender tal preferência. Porém, normalmente, esses pitacos são mais destrutivos do que construtivos. E NUNCA é o momento certo de falar sobre isso. Parta desse pressuposto. Esses pitacos tornam a nossa classe ainda mais chata.</p>
<p>Como eu disse, somos inteligentes demais. Mas na verdade é muita pretensão. </p>
<p>A expressão que mais gosto, porque todos falam menos do que gostariam de falar, é “eu estou cagando”. Quando você caga para a recepção que terá, fica mais honesto. E, provavelmente, mais divertido. Não sei se o antídoto da chatice é a diversão, não sei. Porque se você tentar ser divertido, talvez fique chato também. Então concluo que o exercício talvez seja tentarmos ser burros. O que precisamos é de mais superficialidade, pense assim. Não de mais simplicidade, e sim de mais simploriedade. Precisamos de mais non-sense.  </p>
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		<title>Binóculo é mais cool do que um óculos cool.</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jul 2012 14:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rio Now]]></category>

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		<description><![CDATA[As pessoas estão cagando em seus banheiros enquanto criticamos ou nos deliciamos com a última tendência tecnológica. Estão geralmente preocupadas com suas moedas, na soma das de 10 centavos com as de 25, ou “será que posso pendurar essa esfirra de carne?”. Estão sujas de graxa ou estão limpas de Dove ou, OK, estão se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas estão cagando em seus banheiros enquanto criticamos ou nos deliciamos com a última tendência tecnológica. Estão geralmente preocupadas com suas moedas, na soma das de 10 centavos com as de 25, ou “será que posso pendurar essa esfirra de carne?”. Estão sujas de graxa ou estão limpas de Dove ou, OK, estão se banhando em Maroccanoil em uma banheira bem maior do que um tanque. Quero muito dizer que as pessoas de todas as outras profissões, as pessoas desempregadas e as pessoas inválidas estão por aí vivendo, simplesmente. Fazendo suas necessidades, seus desejos, suas dívidas. É isso. E vivem por suas famílias e sonhos, vivem uma Ode à Família e aos Sonhos, e não uma Ode à Comunicação. Seus assuntos até podem ser apps, mídias sociais e aquela matéria do Fantástico sobre o jovem gênio que criou alguma coisa monstruosamente legal. Mas suas prioridades são outras (Dê uma olhada nessas <strong><a href="http://www.good.is/post/good-pictures-simple-living-in-beautiful-australia/" target="_blank">fotos da Rebecca Newman</a></strong> e entenda o que estou querendo dizer com “as pessoas estão por aí vivendo as suas vidas”.)</p>
<p>Nós estamos vangloriando a última tendência como se esse fosse o caminho para bombar nossas marcas, fazê-las brilhar reluzentemente ou como se esse fosse o caminho para entregar às pessoas “aquilo que as elas nem sabiam que queriam, mas queriam”. Estamos encarando a última novidade do mais novo blog como o caminho para a tão exigida inovação. Uh, não acredito que escrevi esse termo! “Inovação” é a palavra mais vazia de todas as nossas palavras chatas. Você sabe o que é inovação? Eu juro que eu não sei. Eu não sei o que uma área de inovação faz. O que seria a entrega de uma consultoria de inovação? Não sei. Eu só consigo pensar que “criatividade” é mais palpável do que “inovação”, porque é parte da equação que em “inovação” resulta. Só que o outro elemento dessa equação não é o último app do seu iPhone nem a melhor palestra do festival que não foi o melhor dos últimos anos.</p>
<p>CRIATIVIDADE + <span style="text-decoration: line-through;">ÚLTIMA TENDÊNCIA</span> = INOVAÇÃO</p>
<p>CRIATIVIDADE + (?) = INOVAÇÃO</p>
<p>CRIATIVIDADE + PESSOAS VIVENDO SUAS VIDAS = INOVAÇÃO</p>
<p>CRIATIVIDADE + PESSOAS VIVENDO SUAS VIDAS = <span style="text-decoration: line-through;">INOVAÇÃO</span></p>
<p>CRIATIVIDADE + PESSOAS VIVENDO SUAS VIDAS = (?)<br />
&nbsp;<br />
Você deve ter se inspirado com <strong><a href="http://unplanned.com.br/destaque/precisamos-de-uma-maneira-fundamentalmente-diferente-de-criar-uma-marca-o-ceo-de-uma-agencia-resume-a-situacao-da-publicidade/" target="_blank">Andrew Keller aqui no Unplanned</a></strong>, mais precisamente com isso:</p>
<p><em>“Nós vivemos para desafiar o status quo e redefinir categorias. E redefinir nosso mercado. Vivemos para impactar a cultura, a cultura pop, os negócios, os produtos, os resultados financeiros. Amamos gerar mudanças – para ver o efeito do que fazemos. Isso começa com a crença de que a cultura quer mudar. Então, fazemos nossa parte e damos a ela um empurrãozinho”. </em></p>
<p><a href="http://unplanned.com.br/coluna/rio-now/binoculo-e-mais-cool-do-que-um-oculos-cool/attachment/7448178668_7ecb964d18_b/" rel="attachment wp-att-3490"><img src="http://unplanned.com.br/wp-content/uploads/2012/07/7448178668_7ecb964d18_b-460x650.jpg" alt="" title="7448178668_7ecb964d18_b" width="460" height="650" class="alignnone size-medium wp-image-3490" /></a></p>
<p>A cultura muda. Muda e vai mudar, necessariamente. Não importa se a gente colocar aquela ideia na rua ou não. Agora, o que nós podemos fazer é dar um “empurrãozinho”. Essa tradução é ótima. Esse termo é honesto. Nada mais do que um empurrãozinho. </p>
<p><strong>CRIATIVIDADE + PESSOAS VIVENDO SUAS VIDAS = UM EMPURRÃOZINHO</strong></p>
<p><em>(Imagem do <a href="http://inspiration.streetetiquette.com/" target="_blank">Street Etiquete</a>.)</em></p>
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		<title>Para não falar de Cannes.</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jun 2012 11:51:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rio Now]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou há semanas sem atualizar minha coluna Rio Now, a qual escrevo diretamente do Rio e a qual deixou de ser “now” por estas mesmas semanas, já que estive ausente. Para relembrar, aqui escrevo geralmente alguns espamos de questionamento, algumas firulas sobre Estratégia e outros assuntos que tangenciam a nossa vida estrategista, creio eu. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou há semanas sem atualizar minha coluna <em>Rio Now</em>, a qual escrevo diretamente do Rio e a qual deixou de ser “now” por estas mesmas semanas, já que estive ausente. Para relembrar, aqui escrevo geralmente alguns espamos de questionamento, algumas firulas sobre Estratégia e outros assuntos que tangenciam a nossa vida estrategista, creio eu. A minha vida estrategista tem sido adorável e produtiva, mas cansativa ao mesmo tempo. But no excuses. Hoje, aqui, eu reinauguro essa dórica. OK, estou até sendo intimista, e isso pode soar piegas. Mas o que quero é contar tudo – as entranhas de tudo – e parecer honesto ou até mesmo ser honesto. Recentemente escrevi sobre <strong><a href="http://unplanned.com.br/coluna/rio-now/a-virtude-do-defeito/">isso</a></strong>, sobre parecer e ser honesto. Em seguida, discorri sobre um certo <strong><a href="http://unplanned.com.br/coluna/rio-now/o-grupo-de-estudantes/" target="_blank">grupo de estudantes</a></strong>. Hoje, você lerá – caso queria ler – a respeito de <em>Recommerce </em>(uma firula interessante). Antes disso, vão dois parágrafos honestos entre parêntesis.</p>
<p>(Escolhi um assunto para não escrever sobre Cannes, embora eu tenha toneladas de opiniões a respeito dos <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=q419nxyLWYI" target="_blank">filmes de ESPN</a></strong>, da Nike, das microagências com modelos supercool que ganharam alguns leões, do grand prix de rádio, do <strong><a href="http://ccsp.com.br/ultimas/59025/Cannes-Lions-2012" target="_blank">texto do Fernando Campos</a></strong>, dos filmes da Loducca pra MTV, da excelente <strong><a href="http://unplanned.com.br/series/cannes-coisas/" target="_blank">série do Rapha Barreto</a></strong> para o Unplanned, etc. Mas você já tem uma opinião bem formada sobre tudo isso.)</p>
<p>(Escolhi um assunto para também não escrever sobre a Rio+20, muito porque eu moro aqui, e isso tem tomado conta de boa parte do meu cérebro quase que por osmose… Tá bem, vou compartilhar com você essa singela <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=VpAApnq-TKo" target="_blank">ideia da Jessica Matthews</a></strong>, que se apresentou no TEDxRio+20 e que pode render muito para a sua pauta.) </p>
<p>Ao assunto do post. Partindo das entranhas, como prometi, <em>Recommerce </em>é como trocar uma bermuda da Quiksilver por artesanatos mexicanos com nativos em Puerto Escondido, onde só se vende a marca de surfwear Lost. Eu tenho um interesse consumo-turístico, eles têm uma demanda por marcas gringas. Ótimo. </p>
<p>Esse assunto teve um ápice nos “Anos 0”, ou última década. As pessoas estavam acostumadas a vender seus bens duráveis, tais como seu carro usado ou seu imóvel usado, mas vender ou trocar ou comercializar alguns bens pessoais menores era algo relativamente novo (ainda que para os nossos antepassados fosse algo bem comum). Com plataformas como o Mercado Livre, esse intercâmbio começou a acontecer. Produtos eletrônicos, roupas e até mesmo experiências “usadas” passaram a ser vendidas logo aqui ao lado em uma nova aba do seu Chrome. </p>
<p>A nova novidade (sempre quis aceitar essa combinação de palavras) são as plataformas online de intercâmbio oferecidas pelas marcas. Estas são opções convenientes para os consumidores que, em sua maioria, estão ansiosos para aliviar certas tensões financeiras. A <strong><a href="http://trendwatching.com/" target="_blank">TrendWatching.com</a></strong> traz exemplos bem bacanas de <em>Recommerce</em> em seu report de tendências para 2012. Um deles é o <strong><a href="http://trocathlon.decathlon.fr/home.php" target="_blank">Trocathlon</a></strong>, da marca francesa Decathlon, loja de vestuário e equipamentos esportivos. As lojas da rede recebiam de seus clientes qualquer produto usado da marca, e davam em troca cupons válidos por seis meses.  Já a <strong><a href="https://www.dealsgoround.com/" target="_blank">DealsGoRound</a></strong> permite que usuários revendam e comprem cupons do Groupon, LivingSocial e BuyWithMe. Um terceiro exemplo é a ideia supostamente sustentável comum entre telecoms estrangeiras de receber aparelhos de celular antigos em troca de descontos em novos aparelhos. Mas esse último exemplo pode ter a ver com outra entranha. Vamos ser honestos? </p>
<p>No fim de 2010, entrou em vigor no Brasil a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tenta corrigir diversos problemas relacionados ao lixo. A premissa da nova Lei é a criação de locais de descarte. Isso institui que os fabricantes, comerciantes, importadoras e distribuidoras de produtos eletroeletrônicos devem criar sistemas de logística reversa para garantir o despejo correto do lixo. Portanto, você pode devolver seus antigos <em>gadgets </em>às lojas onde comprou ou às suas respectivas fabricantes. Se elas toparem o <em>Recommerce</em>, você ainda vai ganhar com isso.</p>
<p>Quero trocar meu nariz totalmente entupido por um novo.</p>
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		<title>O grupo de estudantes</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 18:55:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algumas poucas semanas eu conversei via Skype com um grupo de estudantes de Brasília que queria nada mais do que falar sobre Planejamento. Entraram em contato pelo Twitter e se apresentaram. Desde o princípio eu achei a iniciativa deles mega bacana. No Skype, quanto mais conversávamos, mais iniciativas deles eu conhecia, tais como uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algumas poucas semanas eu conversei via Skype com um grupo de estudantes de Brasília que queria nada mais do que falar sobre Planejamento. Entraram em contato pelo Twitter e se apresentaram. Desde o princípio eu achei a iniciativa deles mega bacana. No Skype, quanto mais conversávamos, mais iniciativas deles eu conhecia, tais como uma <strong><a href="http://www.matrizcomunicacao.com.br/site/home.php" target="_blank">agência</a></strong>, uma <strong><a href="http://www.matrizcomunicacao.com.br/site/revista.html" target="_blank">revista</a></strong>, planos e mais planos.</p>
<p>E aí eu pensei em duas coisas.</p>
<p><strong>Coisa 1.</strong> Pensei no que ouvi há anos de um chefe meu, o Rodrigo Conde, planner que é atualmente diretor de Identidade Verbal na <strong><a href="http://www.ledproject.com.br/" target="_blank">The Led Project</a></strong>: estagiário não é um cargo, é um jeito de encarar o trabalho (não coloquei entre aspas porque ele disse isso em outras palavras).</p>
<p>Na época eu entendi como um estímulo a minha motivação. Um novo ponto de vista sobre o meu cargo, o mais baixo de todos os cargos, poderia elevar minha autoestima e, em última instância, me fazer produzir mais. Hoje eu penso diferente. Não sei “quem é quem” no grupo de quatro estudantes de Brasília, talvez nenhum seja estagiário e talvez haja algum diretor dentro da hierarquia deles, mas enquanto estudantes, mostraram uma atitude com a qual me inspirei e sobre a qual escrevo aqui. Para mim, ter o espírito estagiário é ser faminto. E, sendo faminto, é chegar a lugares e a pessoas que ninguém que se vê apenas como detentor de um cargo superior consegue chegar. E o mais bonito disso é que com espírito estagiário o indivíduo, em qualquer nível hierárquico, encara o mundo com um olhar de aprendiz. Ingênuo, mas esperto. Sabe?</p>
<p><strong>Coisa 2.</strong> Pensei sobre o que o grupo de estudantes pensou. What? Combinei com eles de escrevermos um post juntos, e eles sugeriram um texto sobre a obra de Athos Bulcão enquanto metáfora para “explicar” o papel do Planejamento. O artista plástico Athos teve um papel importante para a Capital do nosso país, com seus realces às obras de Niemeyer. A partir desse fato, os estudantes traçaram um paralelo com a nossa profissão. Porém, antes de escrever sobre a metáfora em si, acabei percebendo que o interessante dessa história toda era o conteúdo que os estudantes haviam indicado. A relação entre a obra de Athos Bulcão e o Planejamento é um conteúdo bem específico e com duas características que me chamaram muito a atenção.</p>
<p>A. Eles me sugeriram um conteúdo cultural para “explicar” o planejamento;<br />
B. E eles me sugeriram um conteúdo local.</p>
<p>Tocaram em dois assuntos – A e B – que estão entre as principais discussões de comunicação atualmente: a busca por conceitos da cultura para explicar a constante mutação da comunicação; e a supervalorização daquilo que é local. Não sei se tiveram o intuito de “ser atuais”, sei que foram. Isso está intríseco, talvez, pelo tanto de informação que absorvem diariamente.</p>
<p>Essas <strong>duas coisas</strong> – o espírito estagiário e a capacidade do planner de relacionar contextos distintos e se manter extremamente atualizado me levaram a pensar sobre esse povo que começa a trabalhar com planejamento. Eu não generalizaria essa geração de planners como fez Caio Braz com a geração Y em seu post <strong><a href="http://caiobraz.com.br/geracao-y-a-geracao-da-mentira-5/" target="_blank">“Geração Y, a geração da mentira”</a></strong>. Porque acredito que existe uma essência muito verdadeira no ato de buscar uma informação e assumir um papel, independente da informação e do papel. Na prática, esses quatro estudantes de Brasília desempenharam muito bem o papel de um crítico, papel desvalorizado pela pulverização de fontes formadoras de opinião, mas fundamental para a musculatura do conhecimento coletivo.</p>
<p>O engraçado é que conseguir tão cedo “buscar informação e assumir o papel de crítico” torna esse <em>jovem planner contemporâneo</em> uma espécie de jornalista que a cada dia se aproxima mais dos chamados furos de reportagem. Esses planners tem uma enorme capacidade de literalmente definir a pauta. Não são jornalistas imparciais que apenas dão a notícia, e mais nada. São jornalistas fuçadores, críticos do dia-a-dia e também de assuntos bem menos efêmeros.</p>
<p>Aos tão mencionados estudantes, obrigado pela inspiração:<br />
@abbreuamanda<br />
@dkatrine<br />
@gustavoalmeidat<br />
@layannearibeiro</p>
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		<title>A virtude do defeito</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 11:06:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rio Now]]></category>

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		<description><![CDATA[Andy Warhol, realmente “às vezes, as pessoas deixam o mesmo problema infernizar a vida delas durante anos quando poderiam simplesmente dizer: e daí?”. Você pode encarar seu suposto defeito como sua pior característica ou como sua diferenciação. No mínimo, seu “defeito” é uma verdade sua, e isso já é um valor. Transferindo essa ensebação para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Andy Warhol, realmente “às vezes, as pessoas deixam o mesmo problema infernizar a vida delas durante anos quando poderiam simplesmente dizer: e daí?”. Você pode encarar seu suposto defeito como sua pior característica ou como sua diferenciação. No mínimo, seu “defeito” é uma verdade sua, e isso já é um valor. </p>
<p>Transferindo essa ensebação para a nossa profissão, vou criar um case fictício (você que está na faculdade já deve estar meio aborrecido com cases fictícios, então desculpe-me por isso). Digamos que o produto do brief seja um automóvel offroad, e que um problema em questão é que ele não tem tanto espaço no bagageiro em comparação a outros modelos da categoria. Aí você, planner atordoado com a quantidade de jobs na pauta, pensa “E agora esse offroad com porta-malas pequeno! Era o que me faltava”. Mas o mesmo fato até aqui negativo pode ser o cerne do posicionamento de comunicação do tal automóvel fictício. Você pode descobrir que usuários de offroad preferem colecionar momentos a colecionar coisas. Sendo assim, pra quê um bagageiro espaçoso? Collect moments, not things (Ei, não me julgue por isso). Você não só admite a verdade, como a explicita positivamente. Em casos como o “Pode ser” da Pepsi  e o “Vote Tiririca, pior que tá não fica”, a verdade supostamente negativa (a Pepsi ser a segunda opção de cola e o Tiririca não saber o que faz um deputado federal) tornou-se o cerne do posicionamento. Falo aqui de pontos de vista e de certa dose de coragem. </p>
<p>“No Brasil não se come peixe cru” foi o diagnóstico de uma pesquisa feita por uma enorme rede de restaurantes japoneses há duas décadas (desconheço qualquer pesquisa parecida com isso, eis aqui mais um exemplo fictício que ouvi anos atrás – desculpe-me de novo). Após tal conclusão, havia dois prognósticos, de dois planners diferentes. O primeiro: <em>não vale a pena entrar no Brasil, porque lá não se come peixe cru.</em> O segundo: <em>devemos o quanto antes entrar no Brasil, porque lá ainda não se come peixe cru.</em> Optar entre um caminho ou outro pode depender de gráficos de tendência, análises do perfil populacional, pesquisas de teste de produto, etnos, psicos, demos… Você pode ficar uma década inteira investigando o país, e provavelmente no final do período terá o mesmo número para constatações que indicam entrar e para constatações que indicam não entrar no Brasil. Você acaba percebendo que nenhuma verdade é 100% positiva, nem 100% negativa. <strong>Quanto mais conhecimento adquirimos a respeito de determinado problema, mais entendemos que nenhuma verdade é 100% absoluta.</strong> O que fazer com “No Brasil não se come peixe cru”, você dirá. Não importa se a sua opinião é para a rede de restaurantes japoneses entrar ou não entrar no Brasil. Não importa de qual lado você fique, até o fracasso ou o sucesso, você sempre estará certo. E sempre poderá comprovar isso. Esse fato é ao mesmo tempo perigoso e excitante.</p>
<p>Porque as verdades nuas estão por aí. E, cá entre nós, a maioria é horrorosa, tenebrosa e desastrosa. Nós lidamos diariamente com defeitos, tentando transformá-los em virtudes. Até o momento em que percebemos que pode não existir transformação. O defeito já é a virtude.</p>
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		<title>A morte de Martin</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 17:53:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eis o fato. Em 26 de fevereiro, Trayvon Martin, um afro-descendente norte-americano de 17 anos, nascido em Miami, visitava seu pai em Sanford, perto de Orlando. Martin estava assistindo o NBA All-Star Game em uma casa em um condomínio de Sanford, e no intervalo ele saiu para comprar alguns Skittles e um chá gelado no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis o fato. Em 26 de fevereiro, Trayvon Martin, um afro-descendente norte-americano de 17 anos, nascido em Miami, visitava seu pai em Sanford, perto de Orlando. Martin estava assistindo o NBA All-Star Game em uma casa em um condomínio de Sanford, e no intervalo ele saiu para comprar alguns <strong>Skittles</strong> e um chá gelado no 7Eleven, que é uma AMPM de lá. </p>
<p>George Zimmerman, um vizinho que é voluntário da Prefeitura para patrulhar o bairro, estava patrulhando armado a área em sua SUV, e viu o menino Martin voltando para a casa após as compras, carregando o saco de <strong>Skittles</strong> em uma das mãos. Achou que o moleque era suspeito. Um confronto violento entre os dois terminou com Martin sendo baleado até a morte. Zimmerman foi encontrado pela polícia com sangramento no nariz e na parte de trás da cabeça, sobre Martin, no meio da rua.</p>
<p>O homicida Zimmerman, um hispânico de pele branca, disse à polícia que agiu em legítima defesa e não foi acusado de nenhum crime. &#8220;Até que possamos estabelecer uma causa provável, não temos motivos para prendê-lo&#8221;, disse o chefe de polícia de Sanford, Billy Lee. </p>
<p><strong>Onde começa a confusão:</strong><br />
Segundo o pai de Martin, a polícia inicialmente lhe disse que eles não prenderam Zimmerman porque ele estudou Direito penal e tinha ficha limpa (na verdade, segundo a imprensa americana, Zimmerman foi indiciado em 2005 por resistir à prisão com violência, mas as acusações foram retiradas mais tarde).</p>
<p><strong>Onde continua a confusão:</strong><br />
Na cena do crime, a polícia não fez teste de drogas e álcool (bafômetro) em Zimmerman, embora isso seja considerado procedimento padrão em uma investigação de homicídio. Uma testemunha ocular da cena disse a um policial que ela viu Martin pedindo ajuda, mas o policial pediu que ela &#8220;corrigisse&#8221; sua fala: era pra ela dizer que Zimmerman é que estava a pedir ajuda&#8230;</p>
<p><strong>Now taste the rainbow:</strong><br />
O caso ganhou repercussão no país inteiro. Todo norte-americano passou a conhecer Martin e Zimmerman, assim como nós conhecemos a Samúdio e o goleiro Bruno. É aí que aparece <strong>Skittles</strong>, não intencionalmente. Manifestantes têm aparecido em rede nacional com cartazes que levam frases como &#8220;Por favor, não me mate! Eu só tenho Skittles e uma bebida”, ou &#8220;SKITTLES = arma mortal?&#8221;.  </p>
<p><a href="http://unplanned.com.br/coluna/rio-now/a-morte-de-martin/attachment/skt9594/" rel="attachment wp-att-3136"><img src="http://unplanned.com.br/wp-content/uploads/2012/03/skt9594.jpg" alt="" title="skt9594" width="448" height="160" class="alignnone size-full wp-image-3136" /></a></p>
<p>Os organizadores de um grande comício agendado para 26 de Março em Sanford pedem que os participantes levem um saco de Skittles – é &#8220;o que Trayvon Martin estava carregando na noite de sua morte.&#8221;</p>
<p>O que você faria se planejasse Skittles? Dá um search em <strong><a href="https://twitter.com/#!/search/skittles" target="_blank">“skittles” no Twitter</a></strong>.</p>
<p><em>Informações do <a href="http://brandchannel.com" target="_blank">brandchannel.com</a></em></p>
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		<title>Não apenas um Target Moodboard</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 17:03:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Pinterest elevou o tag a um nível superior. Antes vocês tagueava fotos principalmente pela interação com seus amigos também “marcados” na foto. O tag enquanto ferramenta de editoria de conteúdo não torna o Pinterest pior ou melhor do que um Tumblr ou Flickr. Sua funcionalidade é mais abrangente – facilita que você transforme um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Pinterest elevou o <em>tag</em> a um nível superior. Antes vocês tagueava fotos principalmente pela interação com seus amigos também “marcados” na foto. O tag enquanto ferramenta de editoria de conteúdo não torna o Pinterest pior ou melhor do que um Tumblr ou Flickr. Sua funcionalidade é mais abrangente – facilita que você transforme um <strong><a href="http://compfight.com/" target="_blank">Compfight</a></strong> ou <strong><a href="http://ffffound.com/" target="_blank">Ffffound</a></strong> em um Tumblr ou Flickr. É, na verdade, um híbrido de uma poderosa ferramenta de busca com uma página pessoal. O quanto as marcas são pinnable (ótimo questionamento do @betobina em <strong><a href="http://unplanned.com.br/coluna/quinta-feira/sua-marca-e-pinnable/" target="_blank">seu último post</a></strong>) e o quanto o próprio Pinterest vai evoluir em termos publicitários não são meu assunto aqui. O que trago nesse post é algo que honestamente me assustou: é brutal o potencial da rede social de levar o usuário muito rapidamente às fontes dos conteúdos que você encontra na Internet. Não ao blog beta que postou a foto de alguém, mas a esse alguém que tirou a foto. E isso, para nós planners, é ouro. </p>
<p>Com esse exemplo que transcorro a partir daqui, quero mostrar como o Pinterest enquanto editor de conteúdo de usuários pode ser uma excelente ferramenta de pesquisa… De comportamento! </p>
<p>“Minha primeira vez” foi assim: investigando o Pinterest eu cheguei ao Tumblr Blade Griffiths, do Blade, um estudante australiano de marketing. Ele deixa claro na description do seu Tumblr que as fotos são de sua autoria. São fotos bacanas, não geniais, de situações cotidianas. Porém, uma foto (essa abaixo) me chamou a atenção – será o Blade o fotógrafo que faz essas fotos que mostram um inventário do que as pessoas levam dentro das suas malas? </p>
<p><a href="http://unplanned.com.br/coluna/rio-now/nao-apenas-um-target-moodboard/attachment/imgfffrib3445/" rel="attachment wp-att-3073"><img src="http://unplanned.com.br/wp-content/uploads/2012/03/imgfffrib3445-460x379.jpg" alt="" title="imgfffrib3445" width="460" height="379" class="alignright size-medium wp-image-3073" /></a></p>
<p>Descobri que o Blade só havia tirado essa aí. Mas agora eu precisava saber que projeto ou Tumblr estaria por trás desse tipo de foto que conta muito sobre pessoas que viajam. Quando encontrei o Blade no Pinterest, fui investigar as pessoas que ele seguia. Encontrei mais um que fazia inventário de coisas que leva na mala, o Christoffer James Ferreira. Seu site, o <strong><a href="http://www.chrstffr.com/" target="_blank">Chrstffr</a></strong>, traz suas fotos pessoais (a maioria em PB) e uma pista que facilitou muito a minha busca. Através do Christoffer, conheci a <strong><a href="http://www.post-creative.com/" target="_blank">Post Creative – Engineering Influence</a></strong>, uma espécie de agência de conteúdo da Nova Zelândia, responsável entre outros projetos pelo <strong><a href="http://iampacked.com/" target="_blank">I Am Packed</a></strong>. Wow! </p>
<p>O I Am Packed é um projeto da Post Creative para a Air New Zealand. Trata-se de um site colaborativo em que qualquer usuário pode dar submit em uma foto daquilo que leva em sua bolsa ou mala de viagens.</p>
<p><a href="http://unplanned.com.br/coluna/rio-now/nao-apenas-um-target-moodboard/attachment/imgfffrib344ryy/" rel="attachment wp-att-3074"><img src="http://unplanned.com.br/wp-content/uploads/2012/03/imgfffrib344ryy-460x346.jpg" alt="" title="imgfffrib344ryy" width="460" height="346" class="alignright size-medium wp-image-3074" /></a></p>
<p>Nesse site, pra gente que é planner, você conhece inúmeras pessoas e o que elas levam em suas malas. Isso não é pouca coisa. O I Am Packed, mesmo sendo um projeto de uma marca láááá da Nova Zelândia, acaba disponibilizando pra gente dados e insights de pessoas do mundo inteiro. Navegando no site, você percebe que os participantes tem entre 20 e 30 anos, gostam de ler, levam consigo em média 3 devices, ainda que seus relógios de pulso sejam quase sempre analógicos. Eu poderia extrair milhões de informações com algumas horas no I Am Packed.</p>
<p>Voltando ao Pinterest, agora ficou bem fácil fazer uma descrição imagética ou moodboard de algumas pessoas – daquelas que representam o seu target, por exemplo. Mais do que isso, de um pin você pode entrar em um universo de usuários extremamente produtivos e de conteúdos de que você até então não conhecia a procedência. </p>
<p><a href="http://unplanned.com.br/coluna/rio-now/nao-apenas-um-target-moodboard/attachment/imgfffrib3444287/" rel="attachment wp-att-3075"><img src="http://unplanned.com.br/wp-content/uploads/2012/03/imgfffrib3444287-460x382.jpg" alt="" title="imgfffrib3444287" width="460" height="382" class="alignright size-medium wp-image-3075" /></a></p>
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		<title>Tweets mais autorais</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 11:35:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rio Now]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi vendo esse projeto da Coca Cola Zero para o SuperBowl que resolvi dar uma olhada no que tem saído de pesquisas sobre o Twitter em 2012. A MagMonday, que pede ideias de como transformar a segunda-feira posterior ao mega evento em um feriado, é mais uma versão que busca criar o “Dia do Alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi vendo esse <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=vNqp76gQLeI&#038;feature=player_embedded" target="_blank">projeto da Coca Cola Zero para o SuperBowl</a></strong> que resolvi dar uma olhada no que tem saído de pesquisas sobre o Twitter em 2012. A MagMonday, que pede ideias de como transformar a segunda-feira posterior ao mega evento em um feriado, é mais uma versão que busca criar o “Dia do Alguma Coisa”, “A hora do Alguma Coisa”, um novo feriado&#8230; Não sei o quanto essas ações tiveram engajamento, mas MagMonday parece ser forte canditado a apenas mais um hashtag. </p>
<p>A pesquisa que me chamou a atenção diz: “Autopromoção é preferível ao uso excessivo de hashtags no Twitter”. É o que estudos da Carnegie Mellon University, MIT and Georgia Tech revelam sobre os duzentos milhões de tweets postados globalmente no Twitter todos os dias. A pesquisa evidencia os fatores que levam os usuários a dar unfollow.Participantes do estudo relataram gostar só de 36% dos tweets e desgostar completamente de25%.Não tem opinião formada a respeito de 39% dos tweets, e isso tudo quer dizerdesperdício do Twitter e do tempo lá “gasto”. </p>
<p>Os motivos citados para os 25% de total desgosto: hashtags demasiados; atualizações sobre onde as pessoas estão (especialmente aqueles check-ins emalgum hotel, aeroporto, restaurante…); e os tweets de usuários que basicamente se queixam – nada mais. Tweets mais adorados? Aqueles que incluem perguntas ou projetos criativos pessoais.Isso me surpreendeu e fez eu dar esse nome ao post.</p>
<p>Os caras que comandaram o estudo lançaram o site <strong><a href="http://needle.csail.mit.edu/wgat/" target="_blank">Who Gives a Tweet</a></strong>, que mede a “interessância” de qualquer perfil do Twitter. Em artigo do BrandChannel, os doutorandos do MIT responsáveis pelo projeto se colocaram no papel de dar dicas aos twitteiros. Já vimos milhares dessas listas de DO’s e DON’T’s – mais do que projeto como a MagMonday –, mesmo assim resumi aqui o que achei mais legal da lista deles. </p>
<p>• Notícias velhas não são notícias: o Twitter enfatiza a informação em tempo real. Seguidores rapidamente ficam entediados comlinks ainda relativamente frescos, masjá vistos várias vezes.<br />
•Contriba para o tweet: adicione um parecer, um fato pertinente ou uma conversaaum link ou retweet.<br />
• Mantenha o tweet curto: seguidores apreciam concisão. Deixe espaço para os comentários daqueles que vão te retwittar.<br />
• Por outro lado, contextualize: tweets que são demasiadamente curtos deixam leitores incapazes de compreender seu significado. O link de blog ou foto, simplesmente, não dão razão para cliques.<br />
• Use menos a linguagem do Twitter: #hashtags, @menções e abreviaturas tornam tweets difíceis de ler. </p>
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