7 dicas para agências de pequeno porte – edição 2011

Muitos dos leitores do CHMKT são de médias e pequenas agências. E, por ter a ver com a minha realidade atual, gosto de refletir e falar sobre o assunto. Além disso, sei que há vários leitores em grandes agências, mas que desejam empreender em algum momento. O texto abaixo vai pra todo mundo que se identifica com esse assunto.

Pelo terceiro ano aconteceu nos EUA o Ad Age’s Small Agency Awards – premiação e conferência para agências com até 150 funcionários. O mais legal são os debates e conversas que giram em torno dos desafios e oportunidades com as quais as agências de pequeno porte se deparam (pra conferir os aprendizados do ano passado, é só clicar aqui).

Logo após o evento, a organizadora, Advertising Age, publicou uma matéria com alguns dos aprendizados da edição 2011 – que compartilho logo abaixo. Vale a pena!

1 – Keep it simple
Segundo o fundador da Chobani, Hamdi Ulukaya, o principal de uma pequena empresa é ser simples. Ele provocou a platéia a olhar para as suas agências e analisar se são complicadas ou tem muitas camadas. O ideal, comentou, é manter a agência simples, mas aberta. Nessa fase não se sabe tudo nem tudo funciona de forma ideal, mas o esforço deve ser todo para fazer as coisas funcionarem da melhor maneira possível. Ele também sugere que se mantenha uma conversa aberta com os clientes. No caso da sua empresa – que não é agência mas vem crescendo assustadoramente – ele sabia que seus clientes seriam capazes de levar sua empresa para o próximo nível, e até hoje passa tempo respondendo e-mails de clientes e colhendo feedback e opiniões.

2 – Dados não valem nada
Se algo aparece em uma pesquisa, disse Ulukaya, já é tarde demais. Se você fica revendo pesquisas, seja para novos produtos, serviços ou marketing, significa que alguém já testou e provou a teoria – você já está atrás. A dica dele é que, para o seu negócio prosperar, vale seguir seus instintos.

3 – Os clientes esperam que você seja especialista em boas práticas de comunicação
Segundo Linda Goldstein, socia do escritório de advocacia Manatt, Phelps & Phillips, os clientes querem que as agências lhes garantam práticas dentro da lei e contratos inteligentes, seja para promoção, mídias sociais, patrocínio ou eventos. Como exemplo ela citou que agência e cliente devem ter provisões que permitam encerrar um contrato caso uma celebridade endossada diga algo ofensivo. E a maioria das pequenas agências, que não conta com consultoria jurídica, não sabem lidar com esse tipo de coisa.

4 – Marcas desafiantes não podem ter medo de ‘causar’
Para Caralene Robinson, diretora de marketing da Boost Mobile, uma marca desafiante não pode ter medo de começar um problema. É preciso fazer com que as pessoas falem sobre sua marca, disse. E aí, vale a máxima ‘falem bem ou falem mal, mas falem de mim’. E acrescenta que, se você vai desafiar um grande player de mercado, esteja preparado para uma reação competitiva. Isso vale para uma agência de pequeno porte tanto quanto para os seus clientes.

5 – Agências precisam se diferenciar do restante
Ao contrário do que fazem para seus clientes, as agências são péssimas em se auto-promover e diferenciar. Segundo Tom Denari, da Young & Laramore, em função do mercado publicitário ser tão saturado, as agências precisam criar maneira de se destacar na multidão. E isso implica em não seguir as fórmulas utilizadas pelas principais agências – como geralmente é feito.

6 – A relação entre cliente e agência é crítica
Stephanie Retcho, VP da Kayak, apresentou uma estatística terrível para donos de agência: 50% das relações com clientes duram menos de 2 anos. No caso da Kayak, ela conta que possui um modelo de negócios único. Suas táticas também são pouco comuns, como por exemplo: nenhuma reunião dura mais de 30 minutos e não participar de concorrências que exigem proposta de preço.

7 – Pense maior do que você é
Para Rob Reilly, CCO da Crispin,Porter+Boguski, mesmo uma agência pequena deve ter uma visão gigantesca. A CP+B nasceu em um mercado composto apenas por agências regionais, só que sua filosofia original foi de ser uma agência global. E conseguiram. Segundo ele, a base disso tudo foi o que chamam de “delusional positivity”: “acreditamos que tudo é possível”.

Fica a dica…

@ch_vilela