Planejamento mínimo viável
Gareth Kay
Chief Strategy Officer da Goodby, Silverstein & Partners
@garethk
Acho que estou repetindo muito do que o Neil tem escrito sobre agile planning, mas, de qualquer maneira, quero compartilhar.
Acabei de ler o excelente livro do Eric Ries, The Lean Startup. Basicamente, é fácil de ler, pé no chão, um curso rápido e prático sobre ‘desenvolvimento acelerado’. É sobre como trabalhar maneiras de acelerar o aprendizado o máximo possível com o mínimo de desperdício.
Existe muita coisa escrita depreciando a maneira descuidada e errada como o processo lean (ágil e enxuto) vem sendo utilizado pelo mundo do marketing. No entanto, acredito que há nele uma importante lição para planners e para o desenvolvimento de estratégia.
No coração do processo lean está a idéia de Produto Mínimo Viável: a coisa mais básica que você consegue colocar no mundo para testar uma hipótese ou pressuposto, e conseguir aprendizados validados pelo mundo real. Eu acredito que no mundo cada vez mais rápido em que vivemos e com a maneira relativamente pesada como nós (o mercado publicitário) produzimos trabalhos, o que precisa estar no coração do desenvolvimento da comunicação é o Planejamento Mínimo Viável.
O que isso significa?
È fazer o mínimo de trabalho possível para chegar a, ou inspirar, uma idéia. É cortar o desperdício – coisas como sopas de adjetivos e vegetais de marca, que costumam durar 3 meses para serem feitos.
É gerar hipóteses que podem ser testadas, não apenas sentar-se em uma torre de marfim como uma toalha enrolada na cabeça esperando a resposta aparecer como inspiração divina.
É fazer coisas que possam ser testadas no mundo real, e não conduzir semanas de grupos de foco para ouvir pessoas falarem sobre como elas acham que pensam ou como poderiam se comportar.
É fazer o mínimo possível de gráficos para explicar a estratégia ou idéia, e trabalhar pra valer.
É entender que a estratégia tem que evoluir e se transformar com o tempo (sabendo que há o perigo disso se tornar uma desculpa para a superficialidade).
É influenciar o fazer, ao invés de apenas pensar.
É fazer coisas para aprender.
Tem mais a ver com experimentar do que com o Planejamento como conhecemos.